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POR MORTES E REAÇÕES ADVERSAS, GOVERNO SUSPENDE VACINA DA DENGUE FEITA PELO BUTANTÃ

Segundo informações do Ministério da Saúde, 42 pessoas tiveram reações adversas severas e duas morreram

Redação
Por: Redação
08/06/2026 às 18h21 Atualizada em 08/06/2026 às 18h51
POR MORTES E REAÇÕES ADVERSAS, GOVERNO SUSPENDE VACINA DA DENGUE FEITA PELO BUTANTÃ

Ministério da Saúde  anunciou nesta segunda-feira (8/6) a suspensão temporária da estratégia de aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi comunicada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa, após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema nacional de vigilância pós-vacinação e duas mortes suspeitas.

A medida foi adotada por precaução, com base em recomendação do Comitê Nacional de Farmacovigilância, e ficará em vigor até a conclusão das investigações. Segundo o ministro, ainda não há elementos suficientes para estabelecer relação de causa e efeito entre a vacina e os casos registrados.

“Não existem informações suficientes para estabelecer uma causalidade entre a vacina e esses óbitos. Também não existem, até este momento, dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência desses casos graves, mas isso representa um sinal de alerta para o sistema de vigilância”, declarou Padilha.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 500 mil doses foram aplicadas desde o início da estratégia. Os 42 registros de reações graves correspondem a aproximadamente oito casos para cada 100 mil doses aplicadas. Três ocorrências são consideradas mais graves e seguem em investigação.

Os casos envolvem uma mulher de 39 anos que evoluiu para quadro compatível com dengue grave e precisou de internação em UTI; uma mulher de 48 anos que desenvolveu meningoencefalite e morreu; e um homem de 58 anos que apresentou evolução rápida para dengue grave com choque refratário, também com desfecho fatal.

Os eventos seguem sob análise do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan. Estudos clínicos realizados antes da autorização, com cerca de 11 mil participantes, não haviam identificado parte dessas ocorrências.

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